Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

A avaliação da consciência fonológica



¨Um bom domínio da linguagem oral e um certo nível de consciência fonológica constituem não só pré-requisitos para a iniciação à leitura e à escrita mas também factores promotores da formação de bons leitores.
•O treino fonológico tem efeitos positivos no nível de consciência fonológica e na iniciação à leitura e à escrita em crianças com diferentes níveis de desempenho na aprendizagem.
A consciência fonológica é definida por muitos como a “a habilidade metalinguística de tomada de consciência das características formais da linguagem.” Para Medeiros e Oliveira, “o termo consciência fonológica foi definido como a percepção de que as palavras são construídas por diversos sons. Tal conceito diz respeito tanto à compreensão de que a fala pode ser segmentada quanto à habilidade de manipular esse segmentos”.
É entender, de forma consciente, que os sons associados às letras são os mesmos da fala e que esses podem ser manipulados. Segundo Inês Sim Sim é o “conhecimento que permite reconhecer e analisar, as unidades de som de uma determinada língua assim como as regras de atribuição do sistema de sons dessa língua”.A consciência fonológica vai-se desenvolvendo com uma cadência progressiva acompanhando o crescimento natural da criança e a gradual aquisição do conhecimento da linguagem oral. Contudo, temos que considerar o tipo de experiO que é a consciência fonológica
1.É a consciência dos sons que compõem a fala.
2.É a sensibilidade que uma pessoa tem para perceber que os elementos da linguagem podem ser manipulados deliberadamente.
3.Capacidade dos sujeitos (crianças ou adultos) para analisarem e manipularem as estruturas sonoras da sua língua.

Avaliação - 1º ano

Desenvolvimento da consciência fonológica
1. Consciência de palavra
1. É capaz de identificar e contar as palavras da frase?
- Para cada tarefa, o aluno deverá pintar o nº de rectângulos correspondente a cada palavra. Quando se suprimir alguma palavra, o aluno deverá deixar o rectângulo correspondente à palavra que falta, por pintar.

O professor mostra a imagem e diz a frase, com naturalidade: “A mãe varre.”
Sabes-me dizer quantas palavras tem esta frase?

O professor repete a frase aumentando duas palavras “A mãe varre a casa.”
Sabes-me dizer quantas palavras tem esta nova frase?


O professor suprime a palavra no início da frase (A) – “Mãe varre a casa”.
Sabes-me dizer quantas palavras tem agora esta frase?








Repete a frase suprimindo a palavra (mãe) – “Varre a casa”;
Sabes-me dizer quantas palavras tem esta frase?


1. Distingue a palavra do seu referente

“A noção de que a palavra pode ser analisada de forma independente do seu referente constitui um elemento facilitador da aprendizagem do código de escrita, devendo por isso fazer parte das actividades de consciência fonológica.”
Registos do aluno perante as tarefas pedidas.
O professor mostra três imagens e diz as palavras: “ formiga; urso e mar”. Sabes-me dizer, qual é a palavra maior? Porquê?
Pinta de azul o círculo que corresponde à imagem que tem a palavra maior.



3.. Consciência silábica
“As primeiras tentativas de escrita silábica que as crianças manifestam remetem para a natureza intuitiva da unidade sílaba” Freitas e Santos, 2008:83, em que o nº de grafemas desenhado pela criança coincide com o número de sílabas da palavra apresentada”.
A capacidade de segmentar a palavra em unidades menores (sílaba, sons da fala) é fundamental para a aquisição das competências de leitura e de escrita. Ao isolar sílabas, a criança revela consciência silábica.”
É capaz de identificar rimas?
“O desenvolvimento da sensibilidade à rima constitui um bom instrumento de prática da consciência fonológica, direccionando a atenção das crianças para a forma das palavras.”
O professor diz a lengalenga: “Rei capitão / soldado ladrão / menina bonita / do meu coração”
Sabes as palavras que rimam?
És capaz de dizer outras palavras que possam rimar?






4- Segmenta as sílabas das palavras?
Tarefas de segmentação, em que se pede à criança que divida palavras em sílabas.
Para cada tarefa o aluno deverá pintar os círculos correspondentes, contar as sílabas e registar o nº, no rectângulo correspondente.
O professor mostra as imagens e diz as palavras: tangerina; toupeira; hipopótamo; anjo; lã e livro.
Vais dizer as palavras de forma silabada, batendo palmas, (se quiseres)
Diz agora, quais os «bocadinhos pequeninos» dessas palavras, pintando os círculos correspondentes aos bocadinhos que cada uma tem. Vais dizendo e pintando. 4.1 - Identifica o número de sílabas das palavras? Tarefas de contagem.
Agora vais contar «os bocadinhos» (as sílabas) dessas palavras e escrever o nº no rectângulo.


5 - Junta as sílabas para formar palavras?
Tarefas de síntese ou reconstrução, em que se pede à criança que, a partir de um conjunto de sílabas ditas oralmente, descubramos de que palavra se trata.
Vou-te dizer uma palavra aos bocados. O professor soletra a palavra: a/zu/le/jo.
Tenta adivinhar que palavra é que eu disse e escreve-a.
Repetir com as palavras: an/do/ri/nha; ban/dei/ra.




6 - Identifica as sílabas da palavra?
Tarefas de detecção de sílabas comuns
- (O professor mostra as imagens e regista o que o aluno disser. O aluno diz e pinta o círculo que é comum às palavras).
“Vou-te mostrar umas imagens e dizer três palavras que correspondem às imagens: «cola»; «carro», «mola». Duas destas palavras começam pelo mesmo «bocadinho pequenino». Tenta dizer-me quais são. Pinta o círculo correspondente.
Repetir com as palavras: «saco»; «sapo»; «lápis»
Repetir com as palavras: «pinha»; «linha», «coração»



8- É capaz de suprimir sílabas da palavra?
“As tarefas de manipulação das unidades silábicas envolvem um maior grau de complexidade do que
as tarefas de identificação, pois exigem um nível elevado de consciência destas estruturas e implicam
uma maior sobrecarga de memória.”
Manipular as sílabas através de processos de supressão
(O professor mostra as imagens, pede ao aluno que repita a palavra toda e depois diga só o bocadinho
que não está tapado. Regista o que o aluno disser).
Primeiro vês a imagem (pato), depois dizes a palavra toda, depois não dizes “o bocadinho” que
está a preto, está tapado.
Repetir com as palavras: «camarão»; «»; «sapato»; «fivela»; «galinha»
Agora vou dizer eu e tu pões um X no círculo que corresponde ao que eu disser. (O professor diz as sílabas que estão tapadas).



9- É capaz de substituir sílabas da palavra?
- Vou-te dizer uma palavra: «la / ma». Quero que substituas o primeiro pedacinho por «ca». Como fica agora a palavra?
- Repetir com a palavra «mo / la» e pedir para substituir a última sílaba por «ta»
- Repetir com a palavra «fa / ca» e pedir para substituir “fá”por «va»
10- É capaz de adicionar sílabas das palavras?
(Juntar uma sílaba a uma palavra e encontrar uma nova palavra.)
- Se eu disser «caco», e juntar «ma» a começar, que palavra fica?
- Se eu disser “mão” e juntar no princípio “li” que palavra fica?
- Se eu disser “Ana” e juntar no início “di” que nome de menina fica?



Consciência fonémica
“A consciência fonológica é a capacidade para analisar e manipular segmentos sonoros de tamanhos diferenciados como sílabas, unidades intrassilábicas e fonemas que integram as palavras, os sons da fala.
Esta capacidade é importante porque ajuda a criança a identificar e distinguir sons individuais nas palavras, facilitando assim a aprendizagem.”
11- Junta sons para formar palavras?
Ø Vou-te dizer dois sons: [p], [é] Se os juntares, sabes que palavra forma?
Ø E se te disser: [t], [i], [a] consegues dizer a palavra?
Ø Se a criança conseguir, repetir o exercício para formar a palavra com [s],[a],[p],[o]


12- Identifica o som inicial da palavra?
“A capacidade de reflexão sobre a composição segmental das palavras é fundamental para a compreensão do princípio de funcionamento do código alfabético.
Nas tarefas de detecção de um fonema inicial comum tornam-se mais fáceis quando as palavras começam por sons como [z] ou [R]. Isto deve-se ao facto de a representação acústica destes sons ser mais constante no contexto de diferentes palavras.”
(Uma palavra não pertence ao conjunto. O aluno deverá identificar as palavras que começam com o mesmo som, e pôr X na imagem que não pertence ao conjunto.)
Eu vou dizer três palavras que representam as imagens: «faca»; «foca»; «sapo». Uma delas
não pertence ao mesmo conjunto porque começa com um som diferente. Diz qual é essa palavra e
põe X. Pinta o círculo das outras duas que começam pelo mesmo som. Sabes que som é?
Repetir para «rato»; «vaca»; «roda»
12.1- Identifica o som final da palavra?
Agora vou dizer as palavras: «chá»; «pé»; «boné». Uma não pertence ao conjunto porque
termina, acaba com um som diferente. (O professor, prolonga o último som de cada palavra).
Vais-me dizer qual é a palavra. Põe um X no círculo correspondente. Pinta os círculos das outras
duas. Sabes por que som terminam essas duas palavras?
Repetir para as palavras: «saco»; «dado»; «pêra»

13. É capaz de substituir o som inicial ou final de uma palavra?
Vou-te dizer a palavra «eu» e quero que juntes, no início, os sons que eu disser
Vais juntar: [t] dizes-me como fica a palavra?
E se juntar [m]
E se eu disser “ir” e tu juntares no início [v] Como fica a palavra?



E se juntar [r] Como fica a palavra?

Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

As palavras preguiçosas

Actividade: Jogo – “As palavras preguiçosas”
Desenvolvimento da consciência fonológica
(Desenvolver a consciência fonémica)
Objectivo: Desenvolver a capacidade de segmentação das palavras nos sons que as constituem.

Descrição da actividade:
Antes de iniciar a actividade a docente fez o ditado das palavras que iam ser trabalhadas.

Dando início à actividade a docente explicou como iria decorrer, dando o seguinte exemplo: retirou da caixa a imagem da vela e disse o nome do objecto representado. Explicou que estava com muita preguiça (o que provocou o riso nos alunos) e repetiu a palavra, fazendo uma pausa de alguns segundos entre cada som, exemplo: [v]…[e]…[l]…[a], desenhando, no quadro, um triângulo à medida que produziu cada som, alinhando-os da esquerda para a direita. À volta de cada dois triângulos fez um círculo, representando a sílaba. A professora explicou que os círculos representavam as sílabas e os triângulos os sons.

Escolheram-se dois paus de giz de cor diferente, um para os círculos e outro para os triângulos.
Os alunos fizeram o batimento silábico e contaram o número de sílabas. Um aluno representou, no quadro, pintando os círculos correspondentes.
De seguida disseram os sons, contaram-nos e um aluno pintou, no quadro, um triângulo correspondente a cada som.
O exercício continuou com outras imagens. Para cada imagem/palavra foi ao quadro um aluno diferente realizar o exercício, enquanto os colegas acompanhavam do lugar, através dos batimentos das sílabas, contabilizando o número de sílabas e de sons para cada palavra.
Posteriormente a professora forneceu uma ficha a cada aluno, na qual estes relembraram a divisão silábica, das palavras trabalhadas no quadro, pintando um círculo por cada sílaba; contaram os sons, pintaram um triângulo por cada um deles, indicaram o número de sílabas e o número de sons de cada uma das palavras apresentadas.
Exercício da brochura: O conhecimento da língua - desenvolver a consciência fonológica, pág:75

Poema - O vento

Começando pela sensibilização para a leitura, deu-se início à sessão tutorial. Partindo apenas do titulo do poema "O vento", os alunos mostraram os conhecimentos que possuíam sobre o tema, tentando adivinhar também que tipo de texto iriam trabalhar.
Algumas das ideias que surgiram:
O vento é invisivel
O vento é o ar em movimento
O vento é uma brisa
O vento é frio
O vento passa e não se vê, só se sente.
Em pequenos grupos, os alunos elaboram um Mapa Semântico relacionado com o vento.
Leitura do poema pela professora.
Identificação das utilidades/funções/sensações do vento presentes no poema.
Comparação com o Mapa Semântico.
Após a leitura, os alunos sublinham as palavras desconhecidas: buganvília e bambu.
Com base no contexto, a turma tira conclusões sobre o significado dessas palavras. Procuraram no dicionário o seu significado, a professora apresenta, ainda, imagens das plantas: tilia, buganvília e bambu.

Após a leitura, os alunos copiam o poema, utilizando a mesma cor para os sons semelhantes que se encontram nas palavras no fim dos versos.
Registo, numa tabela, dos resultados da tarefa, de modo a que a informação recolhida seja verbalizada de modo rigoroso.
Reescrita, individual, do poema, preenchendo os espaços em branco com outras palavras que rimem e que confiram sentido ao texto.Dramatização do poema reescrito. Foi proposto também que associassem sentimentos, emoções e senações individuais ao poema, tomamdo como exemplo as existentes no texto.


Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Peça de teatro “O nabo gigante”

Adoramos ver o teatro de marionetas “O nabo gigante” apresentado pelo grupo Partículas Elementares. Foi muito divertido.
O actor era realmente muito bom. Ele era engraçado, fazia sons e vozes de uma forma muito alegre.
Nós vamos recontar a história então era assim…
Era uma vez um casal muito velhinho que vivia numa quinta. Todos os anos plantavam nabos, cenouras, cebolas e couves…
Com eles viviam um galo, um burro e um cão que os ajudava a tomar conta da quinta.
O senhor todos os dias ia ver como estavam a crescer os seus legumes. Reparou que tinha um nabo muito grande diferente – um nabo gigante.
Uma noite um rato muito esperto foi à horta escolher uma cebola das boas para comer.
No dia seguinte o senhor Constantino reparou que faltava uma cebola e chamou o cão e a sua mulher Amélia para lhes dizer que alguém andava a roubar os seus legumes.
O cão de tanto procurar no meio dos legumes encontrou um rato. O senhor Constantino não quis matar o rato e perdeu-o numa caixa. Durante a noite a D. Amélia teve pena do ratinho e soltou-o.
De manhã o senhor Constantino reparou que o rato tinha fugido e resolveu ir para o quintal apanhar todos os seus legumes. Quando tentou tirar o nabo não consegui. Chamou a sua mulher e de seguida vieram todos os animais: o burro, o cão, o galo. Puxaram, puxaram mas o nabo não saiu, então chamaram o rato. Todos juntos puxaram e o nabo saiu.
No fim, a D. Amélia fez uma sopa de nabo para todos …e sabem! Quem comeu mais foi o rato, pois merecia.

2º Ano Turma B

Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Desenvolvimento da consciência fonológica

Actividade: Exploração da história “Os ovos misteriosos”
Objectivos: Desenvolver a capacidade de identificar rimas;
Dividir palavras em sílabas.


Descrição da actividade: Conto e exploração da história “Os ovos misteriosos” de Luísa Ducla Soares. Os alunos ouviram a história lida pela professora ao mesmo tempo que acompanhavam a apresentação em PowerPoint. De seguida procedeu-se ao reconto da história feito por vários alunos e fez-se um levantamento das personagens, das acções desenvolvidas pelas mesmas e do espaço em que decorreram essas acções. Auscultados os alunos sobre a parte da história que tinham gostado mais, a turma foi unânime na escolha das quadras que descreviam os filhos da galinha. Os alunos levaram como trabalho de casa a leitura, transcrição e memorização das quadras (cada aluno seleccionou a quadra que queria memorizar).
Posteriormente foi-lhes solicitado que a cada imagem, filhos da galinha, associassem a quadra correspondente, através do recorte e colagem.
Depois foram realizadas outras actividades com vista à exploração da rima presente nas quadras. Foi-lhes solicitado que: desenhassem os animais (filhos da galinha);
Identificassem em cada quadra o nome do animal presente na gravura e a palavra que rimava com o seu nome;

Seguiu-se o ditado mudo.

Pediu-se que fizessem a leitura, em voz alta, do nome das personagens e segmentassem as palavras em sílabas batendo uma palma para cada sílaba e contabilizassam o número de sílabas em cada palavra.
De seguida resolveram uma ficha com os seguintes exercícios: pintar um círculo por cada sílaba da palavra, contabilizar e separar as sílabas das palavras.

Actividade II
Actividade: Criar rimas
Objectivos: Desenvolver a capacidade de criar rimas.

A docente iniciou a actividade fornecendo aos alunos um pequeno exercício, no qual estavam alguns nomes de crianças e palavras incompletas que rimavam com esses nomes. A tarefa era completar a palavra, ler e verificar que rimavam.
Depois foi solicitado aos alunos que, em conjunto, fizessem uma lista de palavras que rimassem com os seus nomes. tendo surgido a seguinte lista:
De seguida, cada aluno, seleccionou a palavra que mais gostou e elaborou uma frase, na qual incluiu o seu nome e a palavra escolhida, tendo resultado no seguinte trabalho.

RECONSTRUÇÃO SILÁBICA

Actividade: (Re)construção silábica

Desenvolvimento da consciência fonológica

Objectivos: Trabalhar o reconhecimento de palavras a nível oral e escrito.


Nesta actividade foi sugerido aos alunos que completassem as palavras com as sílabas em falta, de forma a formarem nomes de meios de transporte, de frutos ou legumes e de animais.
Exercícios para o desenvolvimento da consciência segmental/fonológica
Foi proposto, aos alunos, o exercício seguinte:
As palavras que se seguem são iguais, em tudo, menos num som. Diz qual é fazendo um círculo à volta.
Observa as palavras. Escreve o som que falta em cada uma delas, formando palavras diferentes.

Meninos de todas as cores



Viagem pelos continentes
De forma a abordar a temática “A diferença”, os professores do 1º Ciclo do Ensino Básico e a formadora residente do PNEP decidiram trabalhar a história de Luísa Ducla Soares intitulada “O menino de todas as cores”. A história fala de um menino de nome Miguel que resolve viajar pelo mundo percorrendo os diferentes continentes.
Nessa viagem encontra meninos de todas as cores e fica a saber como é bom ser de cada uma das cores.
Sugerimos aos alunos do 1º ciclo que viajassem com o Miguel percorrendo diferentes países dos vários continentes, localizando no planisfério o percurso, os meios de transporte a utilizar e pesquisando o que poderiam encontrar para além de meninos de diferentes cores. Assim, ficaram também a saber os animais mais característicos, tipos de habitação, afectos, costumes, tradições, hábitos alimentares, a língua que se fala em cada país, a moeda em circulação, etc.
Com esta actividade pretendeu-se através do lema “todos diferentes todos iguais” sensibilizar os alunos para a importância de darmos as mãos e formarmos um mundo melhor e mais colorido.
A viagem do Miguel
O Miguel viajou pelo mundo e conheceu meninos de muitas cores.
Quando voltou para a escola, fez um desenho sobre todos os amigos que conheceu na viagem.
O Miguel ficou feliz por ter amigos de todas as cores.
Cada país e cada cultura tem gestos que lhe são próprios.
Na Índia e na Tailândia, não se aperta a mão pois a saudação é feita juntando as mãos à altura do peito e fazendo uma leve vénia.




Se um maori, da Nova Zelândia, cumprimentar uma pessoa vai pressionar o nariz dela com força contra o seu.
Se for um esquimó (ou inuit), a saudação passa por esfregar os narizes.


Nos países islâmicos, a saudação é feita levando a mão direita ao coração, depois à testa e depois acima da cabeça. Acompanha-se este gesto dizendo «salaam aleikum» (a paz esteja contigo), ao que o outro responde: «aleikum salaam».
Já os japoneses e os chineses cumprimentam-se fazendo uma vénia, tão maior quanto seja o respeito devido ao outro.

Beijos e afectos

· Na Indonésia e na Tailândia não se devem mostrar gestos de afecto em público.
· Na Rússia os homens beijam-se na boca para se cumprimentarem.
· Em Itália, se a relação for próxima, de família ou amizade, os homens cumprimentam-se beijando-se, mas nas bochechas.
· Em França, se as pessoas se cumprimentam beijando-se, dão três ou quatro beijos.
· Também na Holanda há muitos beijos: quando se cumprimentam as pessoas também dão três beijos nas bochechas. Quando não se conhecem dão um aperto de mão.
· Já na Alemanha e na Áustria, nada de beijinhos ao cumprimentar alguém!
Só um aperto de mão… e chega!

As habitações

Em África há edifícios construídos com tijolos de barro.

As casas da Tunísia estão debaixo de terra para ficarem frescas.

Na Ásia muitas casas são construídas sobre estacas nos lagos.

Na Grécia as casas são brancas para reflectirem o calor.

As casas dos esquimós ou inuits são feitas com blocos de gelo e chamam-se iglos.
Na Nigéria muitas casas são feitas de lama e palha.
No deserto, os nómadas vivem em grandes tendas.
Em tendas vivem também os índios.
Países dos diferentes continentes
O Brasil
O país que nós pesquisámos foi o Brasil e ficámos a conhecer alguns dos seus costumes.
Ficámos a saber que a moeda desse país se chama Real e alguns dos seus habitantes são de cor vermelha. Sabemos também que falam a língua portuguesa.
No Brasil come-se: guisado de camarão ou de caranguejo, vários tipos de mariscos, arroz e feijão.
As músicas tradicionais são: o samba, a bossa nova e o forró.
No Brasil o clima é equatorial e tropical.
Os objectos típicos são: garrafas de vidro com areia colorida e peças confeccionadas em barro, couro, madeira e penas.
A bebida mais apreciada é a caipirinha feita com cachaça destilada da cana-de-açúcar.
Nós gostamos muito de estudar este país, porque tem costumes diferentes.
Moçambique
Moçambique localiza-se no continente africano, os seus habitantes são moçambicanos e de cor preta. A língua oficial é o português. A sua capital é Maputo e a moeda é a Metical.
Moçambique é muito rico em mariscos como camarão, a lagosta, o caranguejo e as amêijoas. A sua base de alimentação é o milho e o peixe seco.
O artesanato em Moçambique é feito principalmente com objectos de madeira. Também há muita tapeçaria.
As músicas tradicionais são Hip-Hop, Passada, Dzukuta e Marrambeta.
Em Moçambique produz-se algodão, caju, mandioca, trigo alimentar, cana-de-açúcar e copa. Na pecuária há bovinos e ovinos. O clima de Moçambique é húmido e tropical.


A Ucrânia
A Ucrânia é um país da Europa Oriental. A sua capital é Kiev.
As especialidades gastronómicas deste país são: frango, carne de vaca, carne de porco, cogumelos, batatas e couves.
A moeda é a Hryvna e os habitantes são brancos.
O clima é temperado. A cultura da Ucrânia é extremamente vasta. A música e a gastronomia foram influenciadas pelos países vizinhos criando assim uma grande diversidade.
O país é um grande produtor de trigo, açúcar, carne e lacticínios.
O povo que mais contribuiu para o seu desenvolvimento foi o ucraniano (Rutenos) e os eslavos orientais, nos séculos V e VI. A Ucrânia foi o berço do Estado medieval de Kievan Rus, que emergiu no século IX e teve o seu apogeu nos séculos X e XI, governado por Vladimir I e pelo seu filho Yaroslav I.

A China
A China localiza-se na Ásia.
As pessoas que vivem na China são de cor amarela «chineses». A sua língua é o mandarim, e como tal usam a moeda que se chama yuana.
A comida tradicional dos chineses é o arroz. Também comem carne de cão, de cobra e bambu. Os chineses acham que os talheres são objectos de guerra, por isso comem com pauzinhos.
Neste país a música típica é o folclore que é acompanhada por vários instrumentos, mas o mais importante é a flauta feita de tubos de bambu.
As peças de artesanato típicas são os vasos feitos em cerâmica, pintados à mão e as pinturas em seda.
Um dos costumes tradicionais é as crianças receberem dinheiro, num envelope vermelho com letras douradas, no dia a seguir ao Ano Novo.
Arábia Saudita
A Arábia Saudita localiza-se no continente asiático, onde o clima é quente e há falta de rios. A maior parte do território da Arábia Saudita é constituída por desertos. Na maior parte do país, a vegetação limita-se a ervas e arbustos. O pico mais alto do mundo situa-se na Ásia, e é o monte Evereste.
Na Arábia Saudita habitam cerca de 28 milhões de pessoas. Os seus habitantes falam árabe e são de cor castanha.
A capital da Arábia Saudita é Riad. A moeda que circula no país chama-se Rial Saudita. O Feriado Nacional é no dia 23 de Setembro. A música tradicional deste país é a dança da espada, (Ardha). Neste país, a gastronomia é: frango, carneiro, sharia, arroz, lentilhas, homus, sopa e legumes.
O álcool é proibido e as mulheres não têm permissão para conduzir. Os dias de descanso são a quinta e a sexta-feira.


Bilhete de identidade de animais dos diferentes continentes


Meninos de todas as cores
Trabalho de reescrita do poema de Luísa Ducla Soares.